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Presidente da Audicon reúne-se com Presidente do TCE/PE para tratar de temas relacionados ao controle externo

Na manhã desta quarta-feira, 15 de janeiro, a Presidente da Associação Nacional dos Ministros e Conselheiros Substitutos dos Tribunais de Contas (Audicon), Milene Cunha, reuniu-se com o Presidente do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE/PE), Conselheiro Carlos Neves. Também participaram do encontro os Conselheiros Substitutos Carlos Maurício Cabral Figueiredo, Marcos Flávio Tenório de Almeida, Luiz Arcoverde Cavalcanti Filho e Carlos Barbosa Pimentel, todos do TCE/PE, além do Conselheiro Substituto Rafael Sousa Fonseca, do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE). Durante a reunião, foram discutidas questões relevantes relacionadas ao controle externo, com especial enfoque no fortalecimento institucional dos Tribunais de Contas e no papel desempenhado pelos Conselheiros Substitutos no aprimoramento da fiscalização, da orientação aos gestores públicos e da efetividade das políticas públicas. Na oportunidade, a Presidente da Audicon também entregou ao Presidente do TCE/PE o convite para a solenidade de posse da mesa diretora da associação, que acontece no dia 26 de fevereiro na sede do TCU, em Brasília, ocasião que marcará o início de mais um mandato da entidade à frente das pautas institucionais de interesse do sistema de controle externo. Na ocasião foi realizada, ainda, a doação, para a biblioteca do Tribunal, da coletânea de livros da Audicon sobre controle externo, publicados pela @editoraforum. O encontro proporcionou a troca de experiências e reflexões sobre os desafios atuais do sistema de controle externo, bem como sobre a atuação técnica e independente dos Conselheiros Substitutos no exercício de suas atribuições constitucionais. A reunião reforça o compromisso da Audicon com o diálogo institucional, a valorização da carreira dos Conselheiros Substitutos e o fortalecimento do controle externo, em consonância com os princípios da legalidade, da transparência e da boa governança, sempre em benefício da melhoria da gestão pública e do interesse da sociedade.

Sancionada Lei Complementar nº 227/2026 que institui o Comitê Gestor do IBS e inaugura atuação inédita e coordenada dos Tribunais de Contas na Reforma Tributária.

A sanção da Lei Complementar nº 227/2026, ocorrida nesta terça-feira (13), representa um marco histórico para o sistema de controle externo brasileiro. Além de integrar o conjunto de normas de regulamentação da Reforma Tributária do Consumo e instituir de forma definitiva o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS), a nova legislação prevê, de maneira inédita, uma atuação compartilhada, coordenada e nacional dos Tribunais de Contas na fiscalização do Comitê. O Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) substituirá o ICMS e o ISS, sendo um tributo compartilhado entre Estados, Distrito Federal e Municípios, com base de incidência mais ampla. Diante dessa nova arquitetura tributária, a LC 227/2026 reconhece que o controle externo também precisa operar de forma integrada, superando a fragmentação tradicional e promovendo uma fiscalização mais eficiente, harmônica e uniforme em todo o país. Nos termos do art. 40 da LC 227/2026, os Tribunais de Contas Estaduais e Municipais passam a exercer, de forma conjunta, a fiscalização do Comitê Gestor do IBS. Cada Tribunal indicará um conselheiro efetivo e um conselheiro substituto para compor um colegiado nacional, que se reunirá preferencialmente de forma virtual. Esse colegiado será responsável por editar uma resolução disciplinando seu funcionamento, inclusive quanto à atuação dos auditores de controle externo, assegurando procedimentos coordenados e alinhados entre todas as Cortes de Contas. Nas palavras da Presidente da Audicon, Milene Cunha, “a previsão legal de uma atuação compartilhada dos Tribunais de Contas é considerada inovadora e estratégica, pois fortalece o controle sobre a gestão do IBS, promove segurança jurídica, evita sobreposições de competências e contribui para a uniformização de entendimentos em um tema de alta complexidade e impacto federativo. Trata-se de um avanço institucional relevante, que reforça o papel dos Tribunais de Contas como agentes essenciais para a boa governança, a transparência e a correta implementação da reforma tributária”. Nesse cenário, destaca-se a atuação conjunta da Audicon e demais entidades do controle externo que formaram uma comissão interinstitucional de trabalho cujo objetivo foi acompanhar a implementação da reforma, propor ajustes e adotar providências necessárias à regulamentação da Emenda Constitucional nº 132/2023, especialmente no que se refere ao exercício do controle externo sobre o Comitê Gestor do IBS. É importante ressaltar, assim, o empenho do grupo de trabalho que, nos últimos dois anos, acompanhou de forma técnica e institucional todo o processo da reforma tributária, inclusive o trâmite do PLP 108, que resultou na Lei Complementar nº 227/2026. Esse trabalho contínuo foi fundamental para assegurar que o novo modelo tributário brasileiro já nasça com mecanismos robustos de controle, cooperação institucional e fortalecimento do sistema de Tribunais de Contas Veja na íntegra: https://in.gov.br/web/dou/-/lei-complementar-n-227-de-13-de-janeiro-de-2026-681157850

Audicon e entidades do sistema de controle externo emitem Nota Recomendatória sobre prevenção ao assédio e à discriminação

Em conjunto com as demais entidades que integram o sistema de controle externo brasileiro, a Associação Nacional dos Ministros e Conselheiros Substitutos dos Tribunais de Contas (Audicon) emitiu a Nota Recomendatória nº 002/2025, que trata da adoção de ações voltadas à prevenção, identificação e enfrentamento de situações de assédio e discriminação no âmbito dos Tribunais de Contas. A nota é resultado de iniciativa do Comitê Técnico das Corregedorias, Ouvidorias e Controles Interno e Social do Instituto Rui Barbosa (IRB) e foi subscrita, além da Audicon, pelo IRB, pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), pelo Conselho Nacional de Presidentes dos Tribunais de Contas (CNPTC) e pela Associação Brasileira dos Tribunais de Contas dos Municípios (Abracom). O documento destaca fundamentos constitucionais e legais que asseguram a proteção da dignidade da pessoa humana, da intimidade, da honra e da imagem, bem como o papel estratégico das Ouvidorias como canais permanentes de escuta, acolhimento e encaminhamento de manifestações. Também considera diretrizes nacionais de governança, integridade e compliance, além de dados de diagnóstico nacional que reuniu mais de 2,6 mil respostas de servidores de Tribunais de Contas de todo o país. Entre as principais recomendações, estão a instituição de políticas institucionais de prevenção e enfrentamento ao assédio e à discriminação, a criação de comissões específicas com composição plural e multidisciplinar, o fortalecimento das Ouvidorias como instâncias legítimas para o recebimento e tratamento das denúncias, a promoção de ações educativas e capacitações contínuas, bem como a garantia do sigilo, da proteção de dados pessoais e do acolhimento psicossocial às pessoas envolvidas. A Nota Recomendatória nº 002/2025 reforça o compromisso das entidades signatárias com a construção de ambientes institucionais seguros, éticos, inclusivos e respeitosos, alinhados às boas práticas de governança pública e à valorização das pessoas que integram os Tribunais de Contas. Confira, abaixo, a íntegra da Nota Recomendatória nº 002/2025.

Está no ar o primeiro episódio da série “Os Tribunais de Contas e sua relevância para a sociedade” do Videocast Habeas Data, do Portal O Liberal

Já está disponível o primeiro episódio do Videocast Habeas Data, iniciativa do Portal O Liberal, que inaugura uma série especial dedicada a ampliar o entendimento da sociedade sobre o papel dos Tribunais de Contas. Neste episódio de estreia, a Presidente da Associação Nacional dos Ministros e Conselheiros Substitutos dos Tribunais de Contas (Audicon), Conselheira Substituta Milene Cunha, esclarece questões relacionadas ao tema “Tribunais de Contas: o que são, como funcionam e por que são importantes”. De forma clara e didática, a presidente explica o que são os Tribunais de Contas, como estão organizados no Brasil e qual é o seu papel na fiscalização dos gastos públicos, destacando a relevância dessas instituições para a boa governança e a correta aplicação dos recursos públicos. A participação da Presidente da Audicon marca o início de uma série educativa que busca aproximar o controle externo da sociedade, contribuindo para a disseminação de informações qualificadas e acessíveis. A Audicon foi especialmente convidada pelo Portal O Liberal para realizar a produção da série, então voltada à difusão de conhecimento sobre o controle externo e sua importância para a democracia, a transparência e a eficiência da gestão pública. O primeiro episódio do Videocast Habeas Data pode ser acessado no canal do Jornal O Liberal, no YouTube, em:

Publicada lei que cria o cargo de Auditor (Conselheiro Substituto) no TCE/BA

Foi publicada no dia 27 de novembro de 2025, a Lei nº 15.029, de 26 de novembro de 2025, que cria o cargo de Auditor (Conselheiro Substituto) no âmbito do Tribunal de Contas do Estado da Bahia. A norma marca um momento histórico para o TCE/BA, que até então era o único tribunal de contas do país sem a previsão do cargo em sua estrutura. A criação do cargo representa um avanço institucional significativo, por alinhar o tribunal ao modelo constitucional de composição das Cortes de Contas, que exige a presença desse integrante técnico, selecionado obrigatoriamente por concurso público. Com a sanção, o TCE/BA se estrutura de forma mais completa, moderna e compatível com as melhores práticas do sistema de controle externo brasileiro. A conquista é resultado de uma articulação consistente e contínua da Audicon com a direção do TCE/BA. Nos últimos anos, as instituições atuaram de forma coordenada para evidenciar a necessidade da adequação legal, reforçando a importância de consolidar a composição do tribunal conforme determina a Constituição. O trabalho foi fundamental para que o projeto avançasse e fosse finalmente transformado em lei. Com a nova legislação, o Tribunal de Contas da Bahia poderá dar sequência ao concurso público destinado ao provimento do cargo de Auditor (Conselheiro Substituto), fortalecendo sua capacidade técnica e ampliando a segurança jurídica de seus julgamentos. O ingresso de Conselheiros Substitutos permitirá uma atuação ainda mais qualificada, imparcial e alinhada às exigências contemporâneas do controle das contas públicas. A criação do cargo, além de corrigir uma lacuna histórica, representa um passo decisivo para o aprimoramento da Governança do Tribunal de Contas do Estado da Bahia, abrindo caminho para consideráveis avanços em sua estrutura, eficiência e credibilidade institucional.